Lavabos: como trazer personalidade a essa peça-chave da decoração?

 

Todo revestido em mármore bronze, esse lavabo trouxe sofisticação, assim com o restante do projeto. A bancada com cuba escupida, os metais e a bacia marrom são outros objetos que estão em perfeito equilíbrio com a marcenaria amadeirada, que traz o acolhimento ao ambiente. | Foto: Evelyn Muller

Praticidade e privacidade resumem a essência de um lavabo. Anexado à área social e de convivência dos projetos residenciais, facilita o acesso no dia a dia, como também dos convidados. Sem contar que preserva a vida da morada, uma vez que não é preciso levá-los ao banheiro utilizado pelos moradores. “Esse é um cuidado muito valioso, pois assim resguardamos a vida íntima, com os pertences e produtos muitas vezes dispostos na bancada, bem como preserva a limpeza”, afirma Giselle Macedoarquiteta e sócia da designer Patricia Covolo, no escritório Macedo e Covolo.

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Junto com o intuito de dispor de um espaço pensado para servir o convidado, prever um lavabo é sinônimo de manter organizado e resguardado outros cômodos da ala íntima das casas, como home theater e dormitórios. “Quando promovemos festas e reuniões em nossas residências, consideramos que logo depois haverá a necessidade de organizar onde o pessoal esteve presente, mas ninguém quer imaginar a presença maciça de pessoas em espaços devotados ao nosso descanso”, completa Patricia.

 

Posto isso, como traduzir o lavabo como peça-chave da decoração, exprimindo um ambiente de forte personalidade? A dupla do escritório Macedo e Covolo reuniu algumas impressões sobre o tema. Acompanhe:

 

1)     Diferença entre lavabo e banheiro

 

Lavabo 

No lavabo assinado pelo escritório, o pequeno espaço é ocupado por uma bancada de mármore com cuba esculpida, instalada de ponta a ponta, um espelho até o teto e uma bacia sanitária | Foto: Eduardo Pozella

Em linhas gerais, o ambiente é pautado pelo tamanho reduzido e itens limitados. “Quando construído para essa finalidade, o lavabo não conta com chuveiro. Basicamente, consideramos a instalação da bacia sanitária, cuba/bancada e o espelho”, detalhe Giselle. Por isso, vale considerar cantinhos classificados com ‘apertados’, como um vão de escada ou um recuo/recorte de ambientes – desde que ofereçam metragem mínima e confortável para que o usuário aproveite de maneira cômoda.

 

Pela conexão com as áreas sociais, o lavabo abre frente para expor um décor mais arrojado, que pode ser expresso por cores mais fortes, uma bancada diferente ou objetos de décor mais impactantes. “A proposta é sempre impressionar. Por se tratar de um ambiente onde as pessoas ficam por menos tempo, um estilo marcante não se torna tão cansativo”, orienta Patricia.

 

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Banheiro

Ao contrário do lavabo, o projeto do ambiente prevê uma estrutura completa, incluindo a bacia, bancada com armários e o box do chuveiro. Respeitando a distribuição e as dimensões presentes no projeto como um todo, o profissional de arquitetura de interiores busca prever o conforto e a comodidade para que o morador disponha seus itens de higiene e autocuidado, bem como sinta o ambiente como totalmente propício ao bem-estar e relaxamento. “Independentemente de ser menor ou mais amplo, nosso trabalho é deixar o banheiro o mais agradável possível”, define a arquiteta do escritório.

 

Mas e quando o projeto não dispõe de um lavabo?

Principalmente em imóveis pequenos – em média, com 50m² –, é possível que o proprietário não disponha de área útil para a construção de uma estrutura dedicada ao receber. Por isso, o décor contemporâneo considera a proposta do banheiro social, que mescla um toque de elegância, como a instalação de metais refinados, mas com o objetivo de também atender as necessidades dos moradores.

 

1)     Como construir um lavabo?

 

Escolhas elegantes marcam o pequeno lavabo projetado pelas profissionais do escritório Macedo e Covolo: paredes revestidas com palha de seda, cuba esculpida em nanoglass e complementada com uma madeira rústica para a bancada, espelhos que ampliam o ambiente e um tapete passadeira por toda sua extensão | Foto: Eduardo Pozella

Com a liberdade de evocar diferentes estilos – que podem ou não compor com o décor do restante da casa –, o lavabo pode se tornar o destaque de uma residência. Para a dupla do escritório Macedo e Covolo, o importante é inovar e não esquecer desse espaço que tem o poder de marcar a memória e servir como um verdadeiro cartão postal para os convidados. Para definir o conceito do lavabo, o profissional de arquitetura deve focar nas escolhas do revestimentos e acabamentos, bem como pensar em respostas para questões específicas do layout ou prover a ventilação forçada para ambientes sem janelas. “Só então, podemos partir para as questões estéticas do conjunto”, estabelece Giselle.

 

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Com a finalidade de sobressair as predileções dos moradores e a impressão de que desejam passar aos convidados, ela e sua sócia enfatizam a relevância de conhecer as preferências, como também aquilo que eles não gostam. “Ainda que a ideia seja conceber algo diferente, precisamos respeitar o equilíbrio para não errar na mão. Tanto para não ser muito destoante dos proprietários, como para que o lavabo não se torne um ambiente pesado de se estar, mesmo que por pouco tempo”, esclarece Patricia.

 

As duas compartilham o apreço por explorar o emprego de cores, texturas e estampas com o propósito de revelar sofisticação e uma lembrança singular para quem utilizar o lavabo. “Gostamos também de instalar um espelho e deixar tudo a mão, pois o convidado precisa se sentir em casa”, refletem as sócias do escritório.

 

Desafios de instalação

Quando a planta baixa da residência não contempla o lavabo próximo a uma janela, como o ambiente acima, realizado pelas profissionais do Macedo e Covolo, é primordial que projeto disponha de ventilação forçada | Foto: Eduardo Pozella

A maioria dos lavabos, principalmente de apartamentos, não conta uma ventilação natural realizada por meio de uma janela. Assim, Giselle e Patricia frisam que não é possível considerar a existência de um ambiente sem a instalação de um exaustor para a renovação do ar. “Para tanto, o projeto deve prever a contratação de uma empresa especializada para a instalação de um sistema eficaz para eliminar os maus odores”, esclarece Giselle. Ela ainda salienta que os sprays e aromatizadores entram como artifícios que auxiliam e trazem um toque agradável, mas nunca serão considerados como substitutos.

Nesse lavabo, a grelha do sistema de ventilação foi encaixado no forro de gesso. | Foto: Eduardo Pozella

Por não ser um ambiente úmido, uma vez que não há chuveiro para a formação de vapores d´água, o papel de parede é bem-vindo como revestimento, desde que o lavabo contemple a presença de um janela ou a ventilação forçada. “Fora dessas condições, desaconselhamos o papel, pois podem descolar ou se deteriorar em função da falta de renovação de ar”, orientam as profissionais. Com relação às bancadas, caso o ambiente seja desprovido de ventilação, materiais como o Nanoglass são mais indicados por possuir baixa porosidade. “Além disso, as pedras industrializadas, produzidas com cristais de alta pureza, além de serem fáceis para limpar, têm alta resistência contra riscos e manchas”, finalizam.

 

 




Essa matéria foi concedida pela DC33. Muito obrigado Macedo e Covolo Arquitetura e DC33 pelo material disponibilizado.